segunda-feira, 15 de setembro de 2008

VIII GreenMeeting - O desafio da Austrália na proteção do santuário de baleias da Antártica

O Portal Brasil Ambiental disponibiliza a interessante palestra: O desafio da Austrália na proteção do santuário de baleias da Antártica ministrada por Neil Mules, Embaixador da Australia no Brasil realizada no VIII Green Meeting em Brasília, 2008.

Abaixo é possivel escutar a palestra na integra e ler alguns trechos destacados.



O desafio da Austrália na proteção do santuário de baleias da Antártica - Neil Mules


Baleias, golfinhos e botos são mamíferos icônicos que desempenham um papel ecológico chave, incluindo o fato de serem os consumidores finais do ecossistema marinho e outros ecossistemas aquáticos. Representam um grupo diverso, com pelo menos 86 espécies reconhecidas e há a possibilidade de que outras espécies sejam descobertas no futuro. Algumas espécies são migratórias e dependem da diversidade do ecossistema marinho, enquanto outras tem abrangências geográficas muito restritas. Espécies migratórias como a baleia jubarte atravessam fronterias territoriais e podem ter áreas de alimentação, acasalamento e parição em diferentes jurisdições. Isto torna a cooperação interncional essencial para a conservação das baleias.

Não podemos esquecer da história desastrosa da caça comercial de baleias em escalas industrial para que ela não se repita. Tal prática – para obter óleo – se expandiu às águas antárticas no final do século XIX com o desenvolvimento de barcos mais ágeis e com métodos mais eficientes para matar. Mais de 3.500.000 (três milhões e meio) de barris de óleo foram produzidos em apenas um ano no auge da industria em 1931.

Em seus primeiros 40 anos, a caça as baleias para fins comerciais matou mais baleias do que nos 400 anos interiores. Faz-se importante ressaltar alguns tristes dados gerados no século XX:

- Mais de 200.000 (duzentas mil) baleias jubarte foram mortas somente no Hemisfério Sul

- Reduziu a maioria das populações de baleia-azul em 99 %, sendo que mais de 350.000 (trezentos e cinqüenta mil) foram mortas no Hemisfério Sul no período de 1904 a 1967)

- As baleias-franca e as baleias-franca do Atlântico Norte foram quase extintas.

Apesar de uma geração ter passado desde a Comissão Internacional de Baleias que introduziu a moratória para caça comercial de baleias e medidas de proteção foram iniciadas , nehuma população de baleias consegui se recuperar completamente da exploração passada, e algumas espécies, ainda apresentam 1% de seu número original na fase pré-exploração.

Os cetáceos ainda são afetados por uma gama de ameaças associadas às atividades humanas, incluindo a trânsito de navios, pescas acidentais, animais presos em redes e equipamentos de pesca, poluição, degradação do habitat e poluição sonora. Enquanto algumas dessas ameaças são localizadas, outras, como aquelas associadas aos impactos da mudança climática, possivelmente têm efeitos imprevisíveis e globais, além de outros impactos cumulativos e de longo prazo.

Apesar da caça as baleias em larga escala ter acabado, é urgente avançar a cooperação internacional para prevenir outros declínios das populações podendo até causar a extinção das mesmas. A Austrália, o Brasil, outros países das Américas e tantos outros estão trabalhando juntos para melhorar a conservação de cetáceos, mas ainda há muito por fazer.

Por: Neil Mules, Embaixador da Austrália no Brasil

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Um comentário:

Instituto disse...

Achamos importantissimas as informações oferecidas na palestra, principalmente, os números referentes as especies de baleias que foram desimadas no seculo passado.

A caça as baleias diminui, porem ainda sofrem ameaças de navios, pescas acidentais, poluição... e ainda estão muito distantes de recuperarem um numero de individuos proximos aos de antes da caça predatória.

 
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